Textura dos alimentos

Este é um assunto que parece técnico demais para algumas pessoas e pode até parecer para você. Alguns acham que tem a ver com a alta gastronomia ou até mesmo que tem a ver com a nova gastronomia molecular (que explora bem este assunto), mas na verdade se fizermos apenas uma pequena observação com um olhar crítico e paladar mais atento, veremos que o assunto textura dos alimentos está presente diariamente na nossa alimentação desde que éramos bebês comendo papinha batida.

Certamente todos nós apreciamos um determinado tipo de comida pelo seu sabor, pelo seu visual, aroma e muito importante, pela combinação de texturas que dentro da nossa boca trazem um grande prazer durante o processo de mastigação.

Seguem alguns exemplos para refletirmos que diariamente a textura dos alimentos está presente na nossa alimentação e ela também deveria compor o processo decisório de algumas das nossas refeições.

A batata frita é um exemplo clássico, ela é crocante (frita) por fora e macia (cozida) por dentro. Em um único alimento encontramos dois tipos diferentes de texturas: crocante e macio. O mesmo acontece com a mandioca frita.

A carne de churrasco assada é outro exemplo que na boca iremos senti-la “seca” e salgada por fora, suculenta e adocicada por dentro.

Outro exemplo é o famoso bombom, trufa de chocolate, composto de um miolo de chocolate cremoso (algumas vezes acompanhado da adição de rum ou conhaque), casca de chocolate firme e consistente dando formato ao bombom e um chocolate em lascas ou em pó decorando a parte externa. Temos ai o mesmo produto (chocolate) em três texturas diferentes.

Isto também é encontrado por exemplo em combinações da fruta morango. Temos o sorvete, calda e pedaços da fruta morango em uma mesma taça e ainda é possível incluir, por exemplo, o chantilly criando a quarta textura numa mesma colherada.

E quem nunca comeu um quibe frito de carne, com recheio também da mesma carne só que refogada-cozida. Quem será que pensou nisto?

E o que dirá de uma salada de folhas com acelga, alface roxo, repolho e alface americana. Temos quatro tipos de diferentes folhas, neste caso, com texturas semelhantes, que irão se diferenciar mais nos sabores que texturas. Podemos então incluir o azeite, iogurte, cenoura ou brócolis cozido e vários outros ingredientes para diversificar a textura desta salada.

Existem ainda as combinações de texturas com sabores como, por exemplo, a do melão doce (rico em água) com o salgado presunto Parma (desidratado). Texturas completamente diferentes que fazem nossa boca salivar ao mastigar.

Outro caso de grande valor explicativo é a explosão de texturas e claro de sabores, de um suculento brownie de chocolate com nozes picadas. Devidamente molhado com uma calda quando em contato com a boca esta se enche de saliva para tentar entender a quantidade de sabores maravilhosos encontrados ali. Estas diferentes texturas nos obrigam a mastigar ainda mais o alimento que transmite ainda mais detalhes dos seus sabores.

Não percebemos nossas escolhas, mas os diferentes tipos de texturas nos atraem em casa e até mesmo no café da manhã quando comemos um crocante pão frances com o encorpado e suculento requeijão (em temperatura ambiente).

A verdade é que se observarmos muito bem, descobriremos que somos atraídos pelos diferentes tipos de texturas com suas combinações de aromas e sabores que os alimentos nos proporcionam, quer sejam naturais ou processados.

Observe, experimente e aprecie o que você estiver comendo, pense novo, pense pelo lado da textura dos alimentos.

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